Às vezes sinto raiva do que certas pessoas me dizem ou fazem.
É assim, sou humana como todos vocês, também tenho em mim, sentimentos negativos.
Aquilo que faço quando sinto esse tipo de sentimentos é imediatamente afastá-los, é imediatamente pedir luz e sabedoria e paz no coração.
Porque sei que esse tipo de sentimentos só fazem mal a quem os sente e eu não quero senti-los, não quero sentir raiva nem ódio por ninguém.
A única coisa que faz morada no meu coração são sentimentos bons como amor, alegria, paz, gratidão.
E é assim que eu afasto os sentimentos negativos que se apoderam de mim de vez em quando.
Ana Silvestre
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09 janeiro, 2014
04 janeiro, 2014
Textos por Ana Silvestre
Brotam de mim, ideias, como água de nascente de uma qualquer montanha esventrada
Sempre fui assim, de questionar tudo, de pensar no porquê
De não aceitar dogmas nem tradições que não fazem sentido
Sempre tentei perceber para lá do que não é dito
Nunca fui de me conformar nem de aceitar as coisas, unicamente porque sempre foram assim
Sempre fui de mente inquieta e eterna insatisfeita na procura de respostas
No resto sou serena
Ana Silvestre
Sempre fui assim, de questionar tudo, de pensar no porquê
De não aceitar dogmas nem tradições que não fazem sentido
Sempre tentei perceber para lá do que não é dito
Nunca fui de me conformar nem de aceitar as coisas, unicamente porque sempre foram assim
Sempre fui de mente inquieta e eterna insatisfeita na procura de respostas
No resto sou serena
Ana Silvestre
23 dezembro, 2013
Não me digas que não existem milagres
Não me digas que não existem milagres
Porque eu vou tapar os ouvidos com muita força para não ouvir
Deixa-me acreditar naquilo que eu quero
Deixa-me sonhar com aquilo em que acredito
Porque no dia em que eu perder a fé e a esperança e deixar de acreditar em milagres
Nada valerá a pena
Ana Silvestre
Porque eu vou tapar os ouvidos com muita força para não ouvir
Deixa-me acreditar naquilo que eu quero
Deixa-me sonhar com aquilo em que acredito
Porque no dia em que eu perder a fé e a esperança e deixar de acreditar em milagres
Nada valerá a pena
Ana Silvestre
Queria tanto dar-te alento
Queria tanto dar-te alento
Olhar-te nos olhos e prometer que vai dar tudo certo
Iluminar o teu rosto de esperança
Dar-te cor às bochechas
Voltar a ouvir-te rir como rias antigamente
Passearmos pela baixa à procura de tecidos para a avó nos fazer vestidos novos
E depois pararmos na Suíça ou na Confeitaria Nacional para lancharmos, como fazíamos quando eu era criança
À noite podíamos parar num bar de música ao vivo e cantarmos à desgarrada com o cantor
E voltarmos para casa animados pelo som do bar ou entoando as nossas canções
Despedíamo-nos com um beijinho e um até amanhã, na certeza de que amanhãs nunca nos iam faltar, porque tínhamos a vida inteira à nossa frente
Ana Silvestre
Olhar-te nos olhos e prometer que vai dar tudo certo
Iluminar o teu rosto de esperança
Dar-te cor às bochechas
Voltar a ouvir-te rir como rias antigamente
Passearmos pela baixa à procura de tecidos para a avó nos fazer vestidos novos
E depois pararmos na Suíça ou na Confeitaria Nacional para lancharmos, como fazíamos quando eu era criança
À noite podíamos parar num bar de música ao vivo e cantarmos à desgarrada com o cantor
E voltarmos para casa animados pelo som do bar ou entoando as nossas canções
Despedíamo-nos com um beijinho e um até amanhã, na certeza de que amanhãs nunca nos iam faltar, porque tínhamos a vida inteira à nossa frente
Ana Silvestre
16 dezembro, 2013
Objectivo da Vida
Desde criança que me interrogo sobre qual o objectivo da vida
É verdade, lembro-me de ser mesmo muito pequena e interrogar-me porque é que estamos neste mundo, quem nos criou, com que objectivo, porquê?
Qual a finalidade com que fomos criados?
Estas dúvidas mantem-se na minha mente até hoje, embora já não me tirem o sono como chegavam a tirar
Cheguei à conclusão que o que penso são apenas teorias e provavelmente, nunca saberei a verdade
Então agora preocupo-me em viver o dia a dia, aproveitar todos os momentos, tentar ser melhor a cada dia, porque sei que à medida que me torno uma pessoa melhor consigo fazer os outros mais felizes
E o meu objectivo de vida passou a ser essencialmente esse: fazer os outros mais felizes, foi também por isso que escrevi o livro “Eu sabia, estava escrito”, porque queria trazer alento e esperança aos outros, decidi que o meu livro só haveria de ter finais felizes, afinal o livro era meu e eu é que decidia o final de todos os personagens
Para quem não me conhece informo já que não vivo num mundo de fantasia. Tenho os pés bem assentes na terra e tenho problemas como toda a gente. Mas é assim que eu sou: sempre tentando aproveitar cada dia, sempre tentando ser melhor a cada dia que passa, sempre tentando melhorar o dia de alguém, é assim que me sinto feliz e é assim que a vida faz sentido para mim
Tenho dias: às vezes também desabo…
Ana Silvestre
É verdade, lembro-me de ser mesmo muito pequena e interrogar-me porque é que estamos neste mundo, quem nos criou, com que objectivo, porquê?
Qual a finalidade com que fomos criados?
Estas dúvidas mantem-se na minha mente até hoje, embora já não me tirem o sono como chegavam a tirar
Cheguei à conclusão que o que penso são apenas teorias e provavelmente, nunca saberei a verdade
Então agora preocupo-me em viver o dia a dia, aproveitar todos os momentos, tentar ser melhor a cada dia, porque sei que à medida que me torno uma pessoa melhor consigo fazer os outros mais felizes
E o meu objectivo de vida passou a ser essencialmente esse: fazer os outros mais felizes, foi também por isso que escrevi o livro “Eu sabia, estava escrito”, porque queria trazer alento e esperança aos outros, decidi que o meu livro só haveria de ter finais felizes, afinal o livro era meu e eu é que decidia o final de todos os personagens
Para quem não me conhece informo já que não vivo num mundo de fantasia. Tenho os pés bem assentes na terra e tenho problemas como toda a gente. Mas é assim que eu sou: sempre tentando aproveitar cada dia, sempre tentando ser melhor a cada dia que passa, sempre tentando melhorar o dia de alguém, é assim que me sinto feliz e é assim que a vida faz sentido para mim
Tenho dias: às vezes também desabo…
Ana Silvestre
Alimento-me de afectos
Eu alimento-me de afectos
Dos abraços e beijos do meu marido, da forma carinhosa como me trata
Do seu peito, que me serve de almofada, das mãos dele que se tornam as minhas luvas, dos braços que se transformam no meu casaco
Alimento-me dos beijinhos e abraços dos meus filhos, dos elogios que me dão, da forma como demonstram que me amam, dos seus olhos brilhantes e dos seus sorrisos
Eu alimento-me dos olhos dos meus irmãos, quando olham para mim e sinto todo o amor que sentimos uns pelos outros, dos risos deles quando relembramos a nossa infância
Eu alimento-me dos abraços dos amigos, das festas que me fazem nos braços ou nos cabelos e dos beijos e abraços que lhes dou
Eu alimento-me do abraço da minha mãe, do seu cheiro, dos cabelos e de quando me chama de sua querida e seu amor
Eu alimento-me de afectos, de tanta gente que me trata bem, da bondade das pessoas que não tem limite, que se oferecem para ficar com os meus filhos, que se oferecem para tudo o que eu precisar quando os tempos estão difíceis.
Eu alimento-me de gestos simples mas cheios de significado, como um telefonema, um café tomado à pressa, só para me dar um beijinho. Um tacho de comida feito em casa de amigos e trazido para a minha casa, só para podermos estar juntos
Eu alimento-me do amor que me dão e tento retribuir de todas as formas que me lembro, não sei se algum dia vou conseguir retribuir todo o amor e carinho que tenho recebido.
Obrigada a todos
Ana Silvestre
Dos abraços e beijos do meu marido, da forma carinhosa como me trata
Do seu peito, que me serve de almofada, das mãos dele que se tornam as minhas luvas, dos braços que se transformam no meu casaco
Alimento-me dos beijinhos e abraços dos meus filhos, dos elogios que me dão, da forma como demonstram que me amam, dos seus olhos brilhantes e dos seus sorrisos
Eu alimento-me dos olhos dos meus irmãos, quando olham para mim e sinto todo o amor que sentimos uns pelos outros, dos risos deles quando relembramos a nossa infância
Eu alimento-me dos abraços dos amigos, das festas que me fazem nos braços ou nos cabelos e dos beijos e abraços que lhes dou
Eu alimento-me do abraço da minha mãe, do seu cheiro, dos cabelos e de quando me chama de sua querida e seu amor
Eu alimento-me de afectos, de tanta gente que me trata bem, da bondade das pessoas que não tem limite, que se oferecem para ficar com os meus filhos, que se oferecem para tudo o que eu precisar quando os tempos estão difíceis.
Eu alimento-me de gestos simples mas cheios de significado, como um telefonema, um café tomado à pressa, só para me dar um beijinho. Um tacho de comida feito em casa de amigos e trazido para a minha casa, só para podermos estar juntos
Eu alimento-me do amor que me dão e tento retribuir de todas as formas que me lembro, não sei se algum dia vou conseguir retribuir todo o amor e carinho que tenho recebido.
Obrigada a todos
Ana Silvestre
11 dezembro, 2013
Texto por Ana Silvestre
Todos nós já sofremos desilusões, isso é certo e sabido
As desilusões começam logo em criança, quando esperamos alguma coisa que depois não se realiza, ou quando queríamos determinado brinquedo e estava esgotado ou os nossos pais não tiveram a possibilidade de nos comprar
Depois adolescentes, quando nos apaixonamos e não somos correspondidos ou quando nos fartámos de estudar e não tivemos a nota que estávamos à espera
Depois de adultos, as desilusões continuam, com a expectativa que criámos em relação a um emprego e escolheram outra pessoa, quando o nosso marido ou mulher não reage como esperávamos, quando promoveram outra pessoa no emprego, que não nós mesmos.
São desilusões atrás de desilusões
Mas as desilusões que eu acho que mais custam, são aquelas que apanhamos em relação aos nossos pais e principalmente aos nossos filhos
Em relação aos nossos pais, porque nós esperamos que os nossos pais nos amem, que nos compreendam sempre, que não nos critiquem, como se eles tivessem de conhecer-nos pelo avesso. Só que ninguém é perfeito, nem os pais… os pais também erram, também têm defeitos, também têm dias maus, também se irritam e são injustos
Em relação aos filhos, acho que é a que custa mais.
Quando os nossos filhos nascem, tão pequeninos, tão indefesos, os mais lindos aos nossos olhos e nós a acharmos que eles vão ser perfeitos para sempre
Os nossos filhos vão ser tudo aquilo que desejámos e não conseguimos. Vão ser sempre muito inteligentes e alunos esforçados, vão ser sempre muito bem comportados, vão ouvir os nossos conselhos, vão escolher uma profissão com futuro, vão casar com uma boa rapariga ou um bom rapaz, vão andar sempre por “bons caminhos”
Só que na maior parte das vezes os filhos trocam-nos as voltas, e quando damos por nós estamos abismados a olhar para eles, a pensar como é que os professores podem estar a dizer aquilo dos nossos filhos, nós que sempre os educámos para serem uns meninos bem comportados. Depois alguns vêm com más notas e nós a pensarmos em que é que falhámos, porque é que temos um filho que sempre foi um excelente aluno e o outro é tão sorna, porque é que ele ou ela não gostam de educação física.
Depois começam as exigências para a liberdade, para as saídas à noite, o braço de ferro entre pais e filhos, as mentiras.
E então um dia, percebemos que aqueles filhos já não são os nossos pequeninos indefesos e que temos de deixá-los ir, temos de deixar que cometam erros, temos de deixá-los escolher a sua própria vida e isso dói, se dói!
E então compreendemos que tal como nós, os nossos filhos também não são perfeitos, também eles erram, e têm dias maus e às vezes são injustos e querem percorrer a sua própria estrada da vida e nós temos de aceitá-los e amá-los mesmo com todos os seus defeitos, mesmo com todo o seu mau feitio, mesmo a fazerem coisas mal feitas, mesmo às vezes sendo malcriados. Porque são nossos filhos e nós os amamos como nunca julgámos ser possível amar alguém, porque nada destrói a linha invisível que nos une e porque sabemos que mais tarde ou mais cedo, eles amadurecem e voltam para nós
E então, somos muito mais felizes, porque finalmente percebemos e aceitámos e é aí que amadurecemos como pais
Ana Silvestre
As desilusões começam logo em criança, quando esperamos alguma coisa que depois não se realiza, ou quando queríamos determinado brinquedo e estava esgotado ou os nossos pais não tiveram a possibilidade de nos comprar
Depois adolescentes, quando nos apaixonamos e não somos correspondidos ou quando nos fartámos de estudar e não tivemos a nota que estávamos à espera
Depois de adultos, as desilusões continuam, com a expectativa que criámos em relação a um emprego e escolheram outra pessoa, quando o nosso marido ou mulher não reage como esperávamos, quando promoveram outra pessoa no emprego, que não nós mesmos.
São desilusões atrás de desilusões
Mas as desilusões que eu acho que mais custam, são aquelas que apanhamos em relação aos nossos pais e principalmente aos nossos filhos
Em relação aos nossos pais, porque nós esperamos que os nossos pais nos amem, que nos compreendam sempre, que não nos critiquem, como se eles tivessem de conhecer-nos pelo avesso. Só que ninguém é perfeito, nem os pais… os pais também erram, também têm defeitos, também têm dias maus, também se irritam e são injustos
Em relação aos filhos, acho que é a que custa mais.
Quando os nossos filhos nascem, tão pequeninos, tão indefesos, os mais lindos aos nossos olhos e nós a acharmos que eles vão ser perfeitos para sempre
Os nossos filhos vão ser tudo aquilo que desejámos e não conseguimos. Vão ser sempre muito inteligentes e alunos esforçados, vão ser sempre muito bem comportados, vão ouvir os nossos conselhos, vão escolher uma profissão com futuro, vão casar com uma boa rapariga ou um bom rapaz, vão andar sempre por “bons caminhos”
Só que na maior parte das vezes os filhos trocam-nos as voltas, e quando damos por nós estamos abismados a olhar para eles, a pensar como é que os professores podem estar a dizer aquilo dos nossos filhos, nós que sempre os educámos para serem uns meninos bem comportados. Depois alguns vêm com más notas e nós a pensarmos em que é que falhámos, porque é que temos um filho que sempre foi um excelente aluno e o outro é tão sorna, porque é que ele ou ela não gostam de educação física.
Depois começam as exigências para a liberdade, para as saídas à noite, o braço de ferro entre pais e filhos, as mentiras.
E então um dia, percebemos que aqueles filhos já não são os nossos pequeninos indefesos e que temos de deixá-los ir, temos de deixar que cometam erros, temos de deixá-los escolher a sua própria vida e isso dói, se dói!
E então compreendemos que tal como nós, os nossos filhos também não são perfeitos, também eles erram, e têm dias maus e às vezes são injustos e querem percorrer a sua própria estrada da vida e nós temos de aceitá-los e amá-los mesmo com todos os seus defeitos, mesmo com todo o seu mau feitio, mesmo a fazerem coisas mal feitas, mesmo às vezes sendo malcriados. Porque são nossos filhos e nós os amamos como nunca julgámos ser possível amar alguém, porque nada destrói a linha invisível que nos une e porque sabemos que mais tarde ou mais cedo, eles amadurecem e voltam para nós
E então, somos muito mais felizes, porque finalmente percebemos e aceitámos e é aí que amadurecemos como pais
Ana Silvestre
10 dezembro, 2013
Opinião de alguém que já leu "Eu sabia estava escrito"
opinião de alguém que já leu o meu livro
tenho de partilhar este estado, publicado por uma jornalista e escritora que muito admiro Maria Guiomar Lima, que trabalhou comigo no jornal O Independente e para mim, era um ser superior, uma jornalista de topo. Emocionaram-me as suas palavras, porque só quem é "grande" consegue elogiar publicamente outros mais pequenos, obrigada.
"a ler um livro sobre a alegria a determinação o amor ah família. também uma historia de vida por sinal com uns traços açorianos. escrito pela minha amiga Ana Silvestre tem por titulo Eu Sabia, Estava Escrito começou a ser escrito pela Ana no intervalo de almoço quando ela e eu trabalhavamos em O Independente. foi publicado pela Chiado Editora recentemente. um volume despretensioso pequeno bem cuidado a nivel grafico lê-se de uma enfiada. gosto."
"a ler um livro sobre a alegria a determinação o amor ah família. também uma historia de vida por sinal com uns traços açorianos. escrito pela minha amiga Ana Silvestre tem por titulo Eu Sabia, Estava Escrito começou a ser escrito pela Ana no intervalo de almoço quando ela e eu trabalhavamos em O Independente. foi publicado pela Chiado Editora recentemente. um volume despretensioso pequeno bem cuidado a nivel grafico lê-se de uma enfiada. gosto."
Gostar de Ler por Ana Silvestre
O que é que eu digo a uma criança que me diz que não gosta de ler?
Digo para não desistir, para continuar a tentar, há sempre um livro certo para nós e no dia em que o descobrimos a magia acontece
Eu sempre gostei de ler, comecei por ler livrinhos pequeninos ilustrados com histórias misturadas com desenhos, até que um dia, andava eu na 3ª classe, a minha irmã trouxe da biblioteca um livro da colecção “Os cinco”, era “Os cinco e a ciganita”, desde esse dia a leitura ganhou um significado completamente novo para mim
Eu “devorava” livros, um dia uma prima mais velha ofereceu-me a colecção completa dos” cinco” e dos “sete”, que já tinha sido sua, mas agora já era adolescente e já não queria
Eu nunca vou esquecer a emoção que senti ao levar o saco carregado de livros para minha casa, acho que nunca houve um presente que fizesse brilhar tanto os meus olhos
Os livros foram a minha grande companhia ao longo dos anos
Eu sempre tive amigos e gostei de conviver, mas o prazer que sentia quando me sentava ou deitava na minha cama a ler e a sonhar é indescritível, através deles eu criava novas realidades, imaginava uma vida diferente para mim
Aprendi imenso nos livros, ajudou-me muito na escola, não só na disciplina de língua portuguesa, como em todas as outras, porque uma criança que lê muito, aprende a interpretar, aprende a pensar, ganha novo vocabulário e muito mais imaginação
Por isso eu digo: não desistam, continuem a tentar, um dia hão de encontrar o livro certo para vós e descobrir a magia que há na leitura e no dia em que a descobrirem saberão que não há filme, jogo de computador ou nada que se iguale.
Ana Silvestre
Digo para não desistir, para continuar a tentar, há sempre um livro certo para nós e no dia em que o descobrimos a magia acontece
Eu sempre gostei de ler, comecei por ler livrinhos pequeninos ilustrados com histórias misturadas com desenhos, até que um dia, andava eu na 3ª classe, a minha irmã trouxe da biblioteca um livro da colecção “Os cinco”, era “Os cinco e a ciganita”, desde esse dia a leitura ganhou um significado completamente novo para mim
Eu “devorava” livros, um dia uma prima mais velha ofereceu-me a colecção completa dos” cinco” e dos “sete”, que já tinha sido sua, mas agora já era adolescente e já não queria
Eu nunca vou esquecer a emoção que senti ao levar o saco carregado de livros para minha casa, acho que nunca houve um presente que fizesse brilhar tanto os meus olhos
Os livros foram a minha grande companhia ao longo dos anos
Eu sempre tive amigos e gostei de conviver, mas o prazer que sentia quando me sentava ou deitava na minha cama a ler e a sonhar é indescritível, através deles eu criava novas realidades, imaginava uma vida diferente para mim
Aprendi imenso nos livros, ajudou-me muito na escola, não só na disciplina de língua portuguesa, como em todas as outras, porque uma criança que lê muito, aprende a interpretar, aprende a pensar, ganha novo vocabulário e muito mais imaginação
Por isso eu digo: não desistam, continuem a tentar, um dia hão de encontrar o livro certo para vós e descobrir a magia que há na leitura e no dia em que a descobrirem saberão que não há filme, jogo de computador ou nada que se iguale.
Ana Silvestre
Etiquetas:
a importancia de ler,
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eu sabia estava escrito,
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livros de romance portugues,
textos de Ana Silvestre
04 dezembro, 2013
Eu sabia estava escrito excerto do livro
"Começou dizendo que ia contar uma pequena história e contou resumidamente a história da sua vida, de como desde pequena adorava inventar histórias, que contava histórias à mãe e ao pai para os entreter, em vez do inverso. Dos livros que devorava desde que aprendera a ler e de como a escrita era sem dúvida a sua vida."
28 novembro, 2013
Excerto do livro Eu sabia, estava escrito
Deu um beijinho à avó, era engraçado como com a avó não tinha problema em demonstrações de carinho e com a mãe raramente lhe dava um beijo.
Bem, beijava-a muitas vezes, aliás todos os dias, quando ia para a escola ou quando vinha. O que ela não fazia era demonstrações de carinho espontâneas, do tipo de abraçar ou beijar a mãe sem ter motivo. Às vezes até sentia vontade de fazê-lo mas no último instante detinha-se, como se algo a impedisse.
Etiquetas:
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excerto do livro,
livros de romance portugues,
netos e avós,
romances de autores portugueses,
romances portugueses contemporaneos
27 novembro, 2013
Excerto do livro Eu sabia, estava escrito
Procurou culpar-se, vasculhando na memória o que teria feito de mal para ter um filho assim, lembrava-se de em criança ou adolescente quando alguém gozava com pessoas com alguma deficiência: fosse na forma de falar, ou outra coisa qualquer; haver sempre alguma voz que dizia: - "Não gozes, podes ter um filho assim."
E agora o seu filho era diferente dos outros, era perfeito por fora, mas diferente por dentro.
Excerto do livro Eu sabia, estava escrito
E foi com quatro anos de idade que disse à mãe que não queria ser um rapaz, disse-o com raiva e lágrimas nos olhos. Ao ouvi-lo, foi como se lhe tivessem dado um soco no estômago, o mundo parou, ficou petrificada tentando encontrar um discurso adequado a uma criança tão pequena, procurando dentro de si a chave para dar segurança aquele ser pequenino que era o seu filho.
20 novembro, 2013
Eu Sabia Estava Escrito - Frases do Livro
"Desde que ele era pequeno que pressentira que aquele filho havia de tornar-se independente muito cedo. Estava sempre a dizer que queria ir-se embora, ouvia avidamente tudo o que os amigos lhe contavam sobre a América, o Canadá ou Portugal continental. E a mãe observava os seus olhos sonhadores quando fitava o mar, sempre a tentar descortinar o que se escondia para trás daquela imensidão de água."
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