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09 janeiro, 2015

Eu alimento-me de afectos


Eu alimento-me de afectos.

Dos abraços e beijos do meu marido, da forma carinhosa como me trata.

Do seu peito, que me serve de almofada, das mãos dele que se tornam as minhas luvas, dos braços que se transformam no meu casaco.

Alimento-me dos beijinhos e abraços dos meus filhos, dos elogios que me dão, da forma como demonstram que me amam, dos seus olhos brilhantes e dos seus sorrisos.

Eu alimento-me dos olhos dos meus irmãos, quando olham para mim e sinto todo o amor que sentimos uns pelos outros, dos risos deles quando relembramos a nossa infância.

Eu alimento-me dos abraços dos amigos, das festas que me fazem nos braços ou nos cabelos e dos beijos e abraços que lhes dou.

Eu alimento-me de afectos, de tanta gente que me trata bem, da bondade das pessoas que não tem limite, que se oferecem para ficar com os meus filhos, que se oferecem para tudo o que eu precisar quando os tempos estão difíceis.

Eu alimento-me de gestos simples mas cheios de significado, como um telefonema, um café tomado à pressa, só para me dar um beijinho. Um tacho de comida feito em casa de amigos, e trazido para a minha casa, só para podermos estar juntos.

Eu alimento-me de quem me quer bem e demonstra.

Eu alimento-me do amor que me dão e tento retribuir de todas as formas que me lembro, não sei se algum dia vou conseguir retribuir todo o amor e carinho que tenho recebido.

Obrigada a todos.

Ana Silvestre

13 novembro, 2013

Gosto Tanto de Abraços


Gosto tanto de abraços, de pessoas que me olham nos olhos e me abraçam e que me dizem o que significo para elas.

Gosto de pessoas que demonstram o que sentem, que dizem a verdade com jeitinho para não magoar mas que mesmo assim a dizem.


Gosto de abraçar os meus de lhes sentir o cheiro, de lhes sentir os olhos e o coração.
Gosto de surpreender os outros com acções de que não estão à espera, gosto de lhes ver o sorriso estampado no rosto, ou as lágrimas de emoção.

Muitas pessoas dizem que não têm amigos, que infelizmente não têm ninguém que lhes faça isto; o que essas pessoas ainda não compreenderam é que quem quer um amigo, tem de o ser primeiro. As pessoas retribuem aquilo que recebem, quem quer carinho, tem de o dar. Quem quer amor tem de o dar, é tão simples…

As pessoas que me conhecem sabem que quando me encontram e me perguntam como estou, a minha resposta é quase sempre: está tudo bem! E quantas vezes não está? E quantas vezes guardei o meu próprio sofrimento para dar alento e alegria aos outros? Os outros não precisam de levar com os meus problemas, já têm os deles. Sou falsa? Não, simplesmente escolhi olhar sempre a vida com optimismo, ver sempre o melhor lado de cada um. É claro que nem tudo dá certo na vida… mas acredito sempre que se não foi era porque não era o melhor para mim. E tenho-me dado bem com este tipo de pensamento. Tenho o melhor marido, os melhores filhos, a melhor família e os melhores amigos. Sou uma mulher muito feliz!