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30 dezembro, 2014

Mensagem de final de ano


Meus queridos seguidores, estamos a um dia da passagem de mais um ano e quero desejar a todos muita saúde e a realização de todos os vossos sonhos.

Quero também dizer-vos que vocês já fazem parte da minha vida. Já conheço muitos pelo nome e já estranho quando deixam de aparecer e pôr o vosso “gosto”, comentários ou partilhas.

A muitos já conheço as caras e de vez em quando deixam de aparecer e depois tornam a aparecer. Chegam uns e partem outros. Alguns acompanham-me desde o início da criação da página.

Não vos conheço a todos mas, imagino que haja uns mais tímidos que lêem mas ainda não arranjaram coragem para comentar. Eu própria já fui assim e ainda sou às vezes, leio e gosto, mas não digo nada.

Alguns de vós se calhar sonham também um dia começar a escrever e vão lendo o que escrevo tentando arranjar coragem. Outros lêem em busca de inspiração para os seus próprios textos.

São todos bem-vindos.

Aquilo que vos quero dizer é que não desistam dos vossos sonhos, lutem por eles. A vida é vossa e é muito curta, arrisquem.

Estava hoje o meu marido a dizer-me à hora de almoço que neste último ano eu desabrochei.

Quando escrevi o livro tinha vergonha que as pessoas soubessem, tinha vergonha de me expor. Hoje escrevo todos os dias e perdi os meus medos e sou muito mais feliz porque faço o que sempre gostei de fazer.

Hoje sinto-me plena em todos os aspectos da minha vida.

Obrigada por fazerem parte deste desabrochar, sem vocês nunca teria acontecido.

Ana Silvestre

16 novembro, 2014

Desistir dos sonhos


Custa-me ver as pessoas a desistirem dos seus sonhos. Custa-me a entender que alguém se ache demasiado velho para poder ser feliz.

Talvez me custe porque sempre fui uma pessoa optimista, sempre fui de lutar por aquilo que queria.

Sempre adorei surpresas e sempre me perguntei e fiquei expectante em relação ao meu futuro. E ainda hoje penso muitas vezes no que o futuro me reservará.

Uma das minhas avós tirou um curso aos cinquenta anos, outra mudou de casa aos setenta e tal. Talvez esteja nos meus genes, esta alegria de viver, este achar que o fim só chegará quando eu já estiver morta.

Enquanto há vida há esperança. Enquanto tivermos sonhos, não morreremos.

Enquanto há vida, há sempre a hipótese de tentarmos modificar o que está mal, de aprendermos com os nossos erros. Há sempre hipótese de pedir desculpas, de fazermos de novo e desta vez, diferente.

Não gosto de desistentes, de quem cruza os braços e desiste de viver.

Gosto de quem abraça a vida com alegria, de quem imagina e inventa formas de tornar os outros mais felizes, de quem prepara surpresas e de quem dá uma boa gargalhada.

Ana Silvestre