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25 novembro, 2014

Conseguir controlar as emoções


Quando não conseguimos controlar as emoções, são elas que passam a controlar a nossa vida.

Há pessoas quase especialistas em disfarçar emoções, não quer dizer que não as sintam, ou que as controlem, simplesmente conseguem esconde-las bem aos olhos dos outros.

Não acho isto saudável, embora seja preciso para vivermos em sociedade. Não seria nada desejável e não é, alguém que não consegue disfarçar o ódio, esconder o choro ou um ataque de riso num momento menos apropriado.

O difícil é aprendermos a controlar as nossas emoções, não a disfarça-las.

E isto requer treino, técnicas e experiência de vida. E é bom quando passamos a conseguir controlar e evitar todos os maus pensamentos que por vezes nos assolam. Seja a inveja, o ciúme, a raiva, a angústia, a ansiedade ou a tristeza.

É bom quando arranjamos técnicas que nos permitam transformar um sentimento mau num sentimento bom.

É bom analisarmo-nos e vermos se temos alguma razão ou algum motivo para sentirmos aquilo que estamos a sentir e se esse tipo de emoção nos vai trazer alguma coisa de bom ou produtivo.

Há quem controle as emoções fazendo meditação, apertando dedos, pedindo a Deus que lhe dê luz, fazendo orações a algum santo da sua devoção ou outra coisa qualquer. E há quem viva toda a sua vida, recalcando sentimentos maus. A escolha penso eu, é de cada um.

Ana Silvestre

18 novembro, 2014

A inveja


Ninguém inveja o esforço que alguém tem para conseguir aquilo que quer. O que as pessoas invejam são os resultados.

Ninguém inveja as horas que um atleta passa por dia treinar-se para a maratona. O que os outros invejam é a sua capacidade física ou o resultado final.

Ninguém inveja as horas que um bom aluno despende a estudar e a preparar-se para os exames, invejam sim, a sua capacidade mental, a sua determinação e os resultados.

Ninguém inveja os sacrifícios ou as coisas de que se privou um emigrante para juntar o dinheiro que lhe permitiu chegar cá e ter a vida com que tinha sonhado, invejam sim, o resultado final.

Não é a beleza de alguém que provoca inveja nos outros, mas sim, a forma como a sua beleza ou personalidade atraem todos os outros à sua volta.

A inveja é portanto o desejar o que o outro tem, sem ter tido de se preocupar, trabalhar ou esforçar-se.

Ser invejoso é afundar-se num sentimento que só traz mágoa e más vibrações, em vez de observar-se a si próprio e descobrir as suas potencialidades e trabalhar nelas.

Ana Silvestre