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12 janeiro, 2015

O que é preciso para singrar na vida


O que é preciso para singrar na vida, sorte ou trabalho?

Na minha opinião são precisas as duas, mas não na mesma proporção. Penso que essencialmente é necessário trabalho e depois alguma sorte.

Sem trabalho nada se consegue, seja a nível de estudos, seja a nível da carreira, seja a nível de relações interpessoais.

Há que acreditar que vamos conseguir, fazer um plano e trabalhar nele com afinco e depois esperar também alguma sorte, que não sei se esta sorte não será estarmos mais atentos à nossa intuição. É que há pessoas que parece que aproveitam todas as oportunidades que a vida lhes dá e outras não.

A vida dá-nos muitos sinais sobre qual o caminho a seguir e se estivermos atentos à nossa intuição, quase sempre, fazemos a escolha acertada.

Muita gente associa a sorte ao facto de nos sair o euromilhões, isso é só dinheiro, para mim a sorte não está nisso, a sorte está em escolhermos um trabalho que nos faça felizes, em encontrarmos o parceiro certo para nós e em aproveitarmos todas as nossas capacidades e fazermos boas escolhas.

Ana Silvestre

 

27 novembro, 2014

Eu não sou para todos


Eu não sou para todos, foi a essa conclusão que cheguei já há algum tempo.

Num mundo em que as pessoas dissimulam os seus sentimentos, emoções e pensamentos, eu de facto não me insiro.

Nunca me senti incluída nesse tipo de mundo. Sempre chorei quando me apeteceu, sempre disse aquilo que sentia, sempre defendi os meus pontos de vista e sempre senti que muitas pessoas ficavam espantadas com a minha maneira de ser, isto para não dizer pior, porque algumas penso que até ficam chocadas.

As pessoas estão habituadas a dissimular o que sentem, a não abraçarem quando têm vontade, a não dizerem abertamente que gostam de alguém simplesmente porque gostam. As pessoas escondem o choro, porque chorar em público na opinião delas revela fraqueza.

As pessoas estão sempre de pé atrás com quem é franco e directo, sempre subentendendo segundas intenções. Sempre analisando e pensando se o outro será mesmo assim.

Eu sempre segui a minha intuição. Não me tenho dado mal.

Eu de facto não sou para todos, como nem todos são para mim.

Sou unicamente para os que me vêem como sou e me aceitam.

Ana Silvestre