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15 dezembro, 2014

A confiança constroi-se


A confiança é algo que se constrói com o tempo. Ouço muita gente queixar-se de que o companheiro ou companheira não têm confiança nelas. Como ouço filhos queixarem-se do mesmo ou mesmo alguém em relação aos amigos.

Para nós confiarmos em alguém é necessário que a pessoa demonstre que realmente é digna da nossa confiança. Se contarmos um segredo nosso a um amigo e mais tarde viermos a saber que ele o contou a outros, onde fica a nossa confiança nele?

A mesma coisa quando nos mentem constantemente, às vezes coisinhas que até nem têm importância, mas se nos mentem uma vez porque não mentirão outra e desta vez se calhar em algo mais grave?

Eu tenho bastante dificuldade em lidar com a mentira, se me mentem, dificilmente voltarei a confiar naquela pessoa. Ficarei sempre de pé atrás.

O mesmo acontece em relação às promessas, há pessoas que passam a vida a prometer coisas que nunca cumprem, que confiança é que isso nos dá?

Por isso é que eu digo que prefiro mil vezes surpresas do que promessas.

Porque é que muitas pessoas não confiam nos companheiros? Talvez porque já foram enganados por outros ou simplesmente porque as acções dessas pessoas não correspondem àquilo que dizem.

Dizem para o parceiro ou parceira terem confiança neles e depois têm comportamentos menos próprios com outros. Não é saudável, alguém querer provocar sentimentos de ciúme no outro, isso é infantil e não é amar.

Porque quem ama não gosta de fazer o outro sofrer e se vê que o seu comportamento provoca insegurança no outro, modifica-o. Isso é que é amar.

Amar é fazer tudo para ver o outro seguro e feliz.

E os filhos se querem que os pais confiem neles, têm de demonstrar que são dignos de confiança. Demora.

Ana Silvestre

05 dezembro, 2014

Devemos amar as pessoas como se não houvesse amanhã


“Devemos amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, é uma frase feita, bem sei, mas se pensarmos nela de modo a entender o seu significado, faz todo o sentido.

Ninguém sabe o que o futuro lhe reserva, hoje estamos bem e amanhã podemos já quem nem estar, o mesmo acontece com todos os que amamos.

Se tivermos sempre presente esta expressão, será mais fácil darmos aos outros o amor e carinho que eles nos merecem. Muitas vezes nós até os amamos muito, só que não demonstramos.

Muitas vezes adiamos a visita, os favores, porque estamos cansados, porque não nos apetece fazer sacrifícios.

Eu sei do que falo, já perdi grandes amores da minha vida e aquilo que nos conforta quando os perdemos é a consciência de que fizemos tudo o que poderíamos fazer por eles, enquanto estavam vivos.

Muitas vezes isso me exigiu esforço e sacrifício mas não deixei de os fazer, precisamente por ter sempre presente essa consciência de que a fazermos alguma coisa por alguém, será enquanto a pessoa for viva.

Hoje conforta-me saber que os amei e que me esforcei, sempre com boa cara.

Ana Silvestre